01/12/2013

"DEUS É POR NÓS"

Que diremos a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Aquele que não poupou seu próprio filho, antes, o entregou por todos nós, como não dará com ele todas as coisas?

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem os condenará? É Cristo quem morreu ou, antes, quem o ressuscitou dos mortos, e agora esta à direita de Deus, e intercede por nós.

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro.

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! 

A VITÓRIA É DO POVO DE DEUS!
 



19/11/2013

O Toque De Jesus

Jesus Está pronto para ajudar a todos. Quem ele toca ou aqueles que o tocam experimentam sua ajuda e seu poder. Devemos no aproximar de Jesus com fé e tocá-lo com reverência e deixá-lo nos tocar com seu grande amor e poder. Jesus quer realizar uma grande obra em nossa vida.

A sogra de Pedro experimentou algo diferente em sua vida. Estava enferma e, certamente, sucumbiria diante da adversidade. Mas, Jesus a tocou com virtude e compaixão e logo ela se recuperou e passou a servi-los. Jesus realizou um grande milagre na vida da sogra de Pedro. Assim, podemos dizer que Jesus é o médico por excelência.

Posteriormente o Mestre da Galiléia encontra um homem cuja vida estava acabada em todos os sentidos. Seu convívio familiar e social havia sido tirado por causa da lepra, tinha que viver recluso para não contaminar seus semelhantes. Então Jesus tem um encontro com esse indivíduo e algo diferente acontece. Jesus o cura da sua doença contagiosa e o restaura completamente. A alegria desse homem foi muito grande, pois voltaria à normalidade da própria vida. Jesus o tocou e limpou a lepra daquele homem! Será que nossa vida, em relação ao pecado (tipo de lepra) não está precisando do toque especial de Cristo?

Jesus não faz acepção de pessoas, todos tem livre acesso a ele. Basta crer e desejar que ele nos toque e ele fará a obra. Certa vez um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, se prostrou diante de Jesus e rogou-lhe que fosse ver sua filha que estava, fatalmente, enferma... De repente, chegam outros para lhe dar a noticia da morte da menina, mas Jesus estava presente! Eles disseram para não incomodar mais o Mestre, pois já era tarde demais para qualquer solução. A menina tinha falecido. Quando Jesus chegou em casa de Jairo havia pranto e muito choro. Porém, Cristo faz a seguinte pergunta: "Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme". Todos riram dele! Mas, Jesus os fizeram sair e com grande poder e compaixão toma a menina pelas mãos disse-lhe: "Menina, a ti te digo: Levanta-te". Mais uma vez vemos o Filho de Deus realizando outro grande milagre - o Milagre da Ressurreição. Jesus é vida e vida com abundância! Ele quer realizar esse milagre em nossas vidas, tirando-nos do lamaçal do pecado e da morte espiritual, nos concedendo vida para a eternidade.

Jesus realizou inúmeros milagres quando esteve entre os homens na terra, mas agora está à direita de Deus, assentado no seu alto e sublime trono, advogando as causas dos seus santos. Portanto, caros amigos, devemos entender que o toque de Jesus não é algo meramente providencial, é supremo! Quando Jesus nos toca, além do milagre realizado ele está proporcionando o motivo para o aceitar como Único e Suficiente Senhor e Salvador para nossas vidas. O toque de Jesus é algo que a nossa compreensão humana não pode alcançar, mas se cremos veremos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai... Então, a obra se completará em nossas vidas e perceberemos que o toque de Jesus é algo sobrenatural. Aliás, você já sentiu o toque de Jesus hoje? Saiba que você é como uma ovelhinha e ele não te perdeu de vista!


15/11/2013

APENAS UM OLHAR...

Introdução.

Dizem que os olhos são as janelas da alma, que através deles percebemos o estado das pessoas... Se estão tristes ficam melancólicos; se estão alegres a face fica formosa! É, dizem que os olhos são as janelas da lama! Todavia, a despeito de qualquer tipo de olhar, se de alegria ou tristezas não importa, devemos manter nos olhos focados na pessoa de nosso Senhor Jesus. Porque? Aquele que vive na presença do Senhor vê a sua glória! Este olhar confirma muitas coisas, inclusive a comunhão que mantemos com o Senhor. Este olha também confirmou aos discípulos o seguinte:

A Certeza Da Fé.

Sem ela não poderiam se alegrar. Significa que, estando eles com o Senhor, puderam contemplar a sua glória. Presenciaram seus milagres e aprenderam com o Mestre acerca da sua vinda ao mundo. Entenderam o quanto deveriam fazer por amor a Jesus. Eles olharam para a pessoa de Cristo e viram a "glória do Unigênito do Pai" e puderam continuar a obra a eles confiada posteriormente. Com esse olhar tiveram a sua fé confirmada e se firmaram nas promessas do Cristo Ressurreto, tornaram-se conhecidos como "cristão" e foram chamados de "pais da igreja primitiva". O olhar para Cristo revela o quanto podemos receber de sua confirmação para a nossa chamada e vocação. Permanecer olhando para Cristo é ter a certeza de que Ele é o "autor e consumador da fé". Apenas um olhar para Cristo faz uma grande diferença. Olhe sempre para o Senhor e não desvie seu olhar para as efemeridades da vida. Apenas continue olhando para o Senhor! Precisamos de uma viva e grande experiência do ressuscitado e da aceitação das forças que procedem desta experiência.

A Alegria.

Quando nossos olhos estão voltados para o Senhor, a nossa alegria se completa pela certeza de sua presença em nossa vida. É delicioso sentir a pessoa de Cristo nos fazendo alcançar a plenitude dessa alegria! Porque "na sua presença há abundância de alegrias; à sua direita estão delícias perpetuamente" (Sl 16.11). Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força, portanto, qualquer que servir a Cristo terá sua alegria assegurada, ainda que esteja passando pelo vale. O Senhor não desampara seus fiéis e nem os entristece faltando com sua "palavra". Uma vez que o Senhor falar, certamente, há de se cumprir, pois ele não "é homem para que minta"... A alegria do Senhor os reveste de fortaleza e ousadia para prosseguir adiante. Sempre olhando para a sua face e confiando, seus servos conseguirão alcançar a vitória no tempo certo. Essa alegria que nos proporciona é algo que não se pode descrever, humanamente falando, mas se a sentimos é possível compartilhar com aqueles que estão à nossa volta. A presença do Senhor em nossa vida, além de satisfazer a alma preenchendo o seu vazio, faz com que todo o nosso interior seja modificado. Nosso metabolismo passa a funcionar mais equilibradamente, e isso evita outros tipos de complicações em termos de saúde. Essa alegria no Senhor é fortificante e remédio contra a tristeza e depressão. Por isso, apenas um olhar interior poderá revelar o quanto somos dependentes dessa alegria, e o porque as pessoas que vivem na presença de Jesus são alegres. A alegria em servir ao Senhor preenche o vazio existencialista do ser humano e o faz perceber o quanto o Senhor ama os seres humanos. É fato que a pessoa triste não pode influenciar quem quer que seja, o estado é deplorável e derrotado. Tudo o que faz é pensar e falar coisas negativas, tudo em seu pensamento gira em torno da desgraça e da ruína. Mas, quando a alegria do Senhor invade a alma, tomando conta do interior das pessoas ocorre uma transformação impactante, e todos à volta percebem tal mudança. A alegria que o Senhor proporciona é algo que devemos compartilhar sem reservas, influenciando as pessoas a serem alegres também...
 

A Paz.

Os títulos de Jesus corroboram sua personalidade e caráter (sendo 100% homem) fazendo com que tenhamos uma compreensão de sua pessoa. Dentre os títulos que Jesus acumula em si mesmo, ele também é chamado de "Príncipe da Paz" . Ora, não é apenas um título de efemeridade ou recíproca eclesiástica, é algo que está intrincado à sua pessoa divina. Apesar de ser 100 % homem, ele é, também, 100% divino e isso o faz diferenciado entre todos e por todos. A sua paz excede a compreensão humana e faz com que seja buscada entre todas as coisas. A humanidade, e é fato, vive em conflito de espírito não sabendo para onde ir ou como alcançar a paz. Haja visto que, uma visualização nas reportagens, teremos a confirmação desse conflito. Algo que é, indiscutivelmente, patente entre a humanidade, principalmente quando estão distantes dos caminhos e da presença de Deus. "O mundo jaz no maligno", não tem paz e nem pode oferecer qualquer coisa que o valha para as pessoas. A busca pela paz no mundo acaba sempre em alguma guerra idiota e sem sentido e, com isso, vidas são ceifadas. É uma ideologia humana que não pode ser alcançada se não for pela presença de Deus em suas almas. A paz que o mundo oferece é efêmera e não satisfaz o anseio do espírito humano. Mas, a paz do Senhor Jesus é algo superior a qualquer ideologia humana. Ela preenche o vazio da alma e satisfaz toda a ansiedade humana, mas é preciso acreditar e colocar a fé em prática para que essa experiência dê certo. Entretanto, os homens continuam buscando melhoras para aquilo que não pode ser melhorado... Se não conseguem, o fazem a força bruta gerando conflitos existencialistas promovendo suas ideologias ufanistas. A paz de Cristo é diferente e não é efêmera, é duradoura e eterna! A presença de Jesus concede harmonia (paz) interior, porém o inimigo tenta constantemente perturbá-la.
 

Tarefas.

Com o olhar voltado para a pessoa de Jesus, além de usufruir de suas bênçãos, recebemos incumbências em relação à sua obra. Quando mantemos o olhar fixado no "autor e consumador da fé", recebemos  a "chamada" e somos "vocacionados" para o Seu serviço. Jesus escolheu seus discípulos a dedo, chamou-os para si mesmo e começou a moldar-lhes um caráter cristão a fim de quem pudessem continuar a obra que lhes seriam confiada. Jesus sabe como transformar vidas improdutivas em vidas que dão frutos. Assim, após algum tempo de preparo, Ele envia seus discípulos (70 discípulos, de dois em dois) para uma experiência sobrenatural. Eles voltaram maravilhados com o que acontecera, mas o Mestre lhes ensinou que, apesar de tudo, o mais importante é ter o nome escrito no "Livro da Vida"! Estamos nessa caminhada, mas não podemos esquecer que o mais importante é manter a comunhão com os céus e com o Senhor. Nossa luta e trabalho constante deve ser em manter a nossa salvação intacta. Se isso não for feito corremos o risco de apostatar e esfriar na fé. Outra coisa perigosa, em relação à obra de Deus, é quando se deixa de ser servo para ser "senhor" (tirania) de si mesmo. Isso ocorre quando achamos que detemos toda a autoridade (supostamente espiritual) sobre as pessoas fazendo com que elas se tornem "mantenedoras" dos caprichos carnais daquele que deveria ser um exemplo na "comunidade cristã". As tarefas confiadas por Cristo aos cristãos não estão vinculadas aos "bordões" que muitos "eclesiásticos" estão usando para financiarem suas posições de verdadeiros "mercenários". As tarefas confiadas pelo Senhor devem ser executadas com "esmero altruísmo" a fim de que todos possam glorificar a Deus por sua bondade e misericórdia. Além disso, não esqueçamos que o Senhor nos enviou como "ovelhas" no meio dos "lobos", com isso ele dá a entender que seríamos assediados e até devorados pelos "mercenários lobos" vestidos em "pele de cordeiro". Todavia, que a confiança seja depositada plenamente na pessoa bendita do Cristo ressurreto, e que isso nos sirva de lição, sabendo que já é chegada a última hora. Tudo terá um fim, mas enquanto isso não acontece, vamos continuar olhando para o "autor e consumador da fé, Jesus Cristo, o Senhor"!

 Revestimento.

Os discípulos estavam olhando para a "ascensão de Cristo" quando dois varões lhes disseram: "Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (At 1.9-11). Isso não quer dizer que não devemos olhar para o céu, pelo contrário, nesses últimos dias é que devemos olhar, cada vez mais, para o céu, pois a qualquer momento Cristo voltará! Apenas um olhar não será suficiente para percebermos que a sua volta está se confirmando a cada momento. A história humana revela todo o controle de Deus sobre a humanidade e sobre o mundo basta observar os fenômenos sociais e naturais. Essa é uma revelação muito forte, e não há como negá-la; Cristo vai voltar e arrebatar a sua Igreja. é por isso que, a despeito de tudo, Cristo ao ascender aos céus, deixou a certeza de que "enviaria o Consolador"! Continuar com o olhar fixo nos eventos que ocorrem entre os seres humanos e na natureza, sem tirar a visão do Senhor, revelará que estamos na eminencia de tal ocorrência. Portanto, é de indiscutível urgência que os "crentes" em Cristo Jesus, busquem o revestimento do alto; a fim de que não sucumbam diante das circunstâncias adversas que o mundo proporciona através das mentiras e sonhos utópicos, que jamais serão realizados. Esse revestimento fortalecera o coração e avivará a esperança nas promessas do Senhor. Com ele o cristão suportará e manterá a sua postura diante dos vilipêndios que, por ventura, vier a sofrer por amor a Cristo. Afinal, anteriormente à sua ascensão, Jesus disse: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra" (At 1.8).

Autoridade.

A ressurreição de Cristo é o cumprimento de muitas profecias, também prova a divindade de Jesus, e é o maior de todos os milagres (sinal do profeta Jonas). Isso prova a conclusão da obra redentora do Senhor e também é a garantia de nossa ressurreição levando-nos à unificação com Cristo. Sua autoridade, em todos os sentidos, é vista nos eventos de sua vida, morte e ressurreição. Essa autoridade é algo que podemos obter através de sua pessoa salvífica transferindo-a pelo Espírito Santo. Jesus rompeu todas as barreiras a fim de que seus servos pudessem usufruir dessa autoridade divina. Em nome de Jesus podemos realizar todas as coisas em conformidade com seu querer. A ele seja tributado honras e glórias, pois, ao ser recebido no céu assentou-se à destra de Deus e advoga a causa dos seus santos. Sua autoridade é vista sob o prisma da Sagrada Escritura, onde o cerne dos eventos espirituais tem sua pessoa como o objetivo principal, até que tudo se cumpra plenamente com o arrebatamento da Igreja. Sua morte vicária não foi em vão, pois se assim fosse o cristianismo não teria perdurado por todos esses séculos... Mas, o mais importante em tudo isso, são os meios que Cristo exemplificou com seus ensinamentos a fim de que pudéssemos seguir seu exemplo, e isso agregado à autoridade divina. A sua ressurreição deu uma viva esperança de que sua salvação é real e ele intercede por seus santos diante de Deus. Com isso também ganhou a imortalidade para si e para todos àqueles que creem em seu nome e o aceitam como Senhor e Salvador. Sua autoridade excede a competência humana e todos os sistemas de governos já existente no mundo, nada se compara à sua liderança. Além da autoridade resgatada pelo sacrifício na cruz, Cristo concede ao ser humano a sua semelhança, Nele fomos vivificados e podemos ter uma vida nova com a vitória sobre o pecado, a morte, Satanás e sobre o mundo. Sua autoridade garante essa vitória, pois, estando mortos para as coisas do mundo e para o pecado, temos essa segurança. Sua autoridade como "O Filho de Deus" garante às almas a liberdade espiritual diante de todos e do mundo, nele somos mais do que vencedores.

Conclusão.

Aquele que nos chamou para a sua maravilhosa luz concedeu a fé para vencermos as barreiras que mundo impõem sobre os homens. Revelou que sem essa fé não podemos nos alegrar. Avivou a alma com sua presença formando a alegria, de forma que a podemos compartilhar com todos, pois, "a alegria do Senhor é nossa força"! Jesus é maravilhoso, conselheiro e príncipe da paz, portanto é possível viver uma vida longe da tristeza e a depressão, sempre tendo a certeza de que sua paz preenche o vazio da alma. Sua paz excede o entendimento humano e com isso, somente àqueles que gozam de comunhão com Cristo a podem sentir. Podemos trabalhar para o Senhor executando as tarefas confiadas nessa vida a fim de que seu nome seja glorificado e honrado entre todas as gentes. Os crentes podem ser revestidos de poder e autoridade a fim de fazer a obra de Deus com mais dedicação e excelência. Tudo o que o Senhor faz para os seus santos tem um propósito definido, além disso,  "todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus". Assim, caros irmão em Cristo, que os olhos, como janelas da alma, possam refletir o exemplo de uma vida dedicada a Deus e a Jesus. Que a alma reverencie e adore ao Senhor na beleza da sua Santidade e os olhos sejam fixados no "autor e consumador da fé". Amém!

23/10/2013

CRISTO NA CRUZ


Introdução.

Embora a humanidade esteja fora do contexto espiritual adequado, não podemos esquecer que Deus está no controle de todas as coisas. Sim, pois a narrativa bíblica revela isto contundentemente. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Posto este fato podemos então observar a consumação de tal amor através do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário... Lá no Gólgota a vida de Jesus foi massacrada de forma sádica e violenta. Os homens queriam um salvador terrenal, mas Jesus era espiritual e seu Reino não era deste mundo. Assim, notadamente, após render o espírito e sucumbir, temporariamente à morte, ele ressuscitou ao terceiro dia. Mas, o que chama a atenção é o que significa a pessoa de Cristo na Cruz. Vejamos:

Cristo Na Cruz.

Sua pessoa em carne, como homem, exemplifica todos os sofrimentos recaídos sobre si, de forma que podemos acreditar que, verdadeiramente, ele levou sobre si todos os pecados, enfermidades e sofrimentos... Portanto ele nos abriu um caminho direto para Deus! O seu  corpo pendurado no madeiro nos revela esse caminho; um caminho real e conectado direto com o trono de Deus. O véu da separação fora "rasgado" e, esse caminho tornou-se uma realidade eterna. Todo o ser humano que aceitá-lo como Senhor e Salvador de sua vida terá acesso ao trono da graça e poderá usufruir da presença de Deus em si mesmo. O céu tornou-se uma realidade, a qual podemos vivenciar através da fé em Jesus Cristo. Ele próprio disse: "...E, seu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" (Jo 14.3). Desse modo o céu tornou-se o lar futuro da alma redimida pelo seu sangue vertido na cruz. Ora, se o céu é o lar futuro das almas resgatadas por seu sangue, que purifica o homem de todo o pecado, então a realidade do inferno também existe? Sim. É para lá que irão aqueles que se recusarem a aceitar a Soberania de Cristo em suas vidas. Se o céu é uma realidade eterna, então o inferno também o é... Todavia, o ponto importante da reflexão é a pessoa de Cristo na Cruz, seu significado também revela, além da Salvação, o caminho estreito que conduz à porta estreita e, consequentemente, entende-se que a vida na terra deve ser pautada nos exemplos de Jesus, portanto uma vida que deve ser vivida na mais completa abnegação. Significa dizer que para seguir a Cristo nesse caminho que leva ao céu é necessário "negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo". Ele disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6).

Vida Espiritual Real.

Quando não há qualquer perspectiva de vida social, moral e familiar e, muito menos religiosa, a tendência é chafurdar-se na lama das imoralidades. Assim, a revelação bíblica continua esclarecendo sobre a realidade do mundo espiritual com Deus, através de Jesus Cristo, mas também sobre a vida nas trevas sem Deus. A Bíblia diz: "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus,..." (Rm 3.23). O mundo oferece tudo aquilo que o ser humano deve rejeitar para poder usufruir da realidade de uma vida espiritual com Deus. "O mundo jaz no maligno" é uma premissa irrefutável, basta uma olhadela nos jornais e reportagens e poderemos constatar esse fato. As mazelas desse mundo não permite que o ser humano tenha uma vida real com Cristo. No pecado estamos mortos mesmo que pareça estarmos vivendo as maravilhas proporcionadas pela naturalidade de, simplesmente, estar vivo. Isso não significa que temos uma vida real com Cristo. Somente em Jesus recebemos vida abundante, pois, "ele veio para que a tenhamos de forma espiritual e eterna". Mas, o pecado é o impedimento para que essa dádiva se complete. Em Cristo Jesus usufruímos de uma "vida nova" de poder, sucesso e vitória. "Em Cristo somos mais que vencedores".

A Verdade Na Cruz.

A Sagrada Escritura revela que "ninguém pode contra a verdade senão pela verdade"! Cristo é a verdade. Por mais que o ser humano queira se iludir, ele não consegue porque precisa da verdade. Todo homem só se satisfaz com a verdade. Ela causa impacto transformador na vida daqueles que desejam mudanças. Ora, no âmbito espiritual não é diferente, porque todo ser humano precisa preencher o vazio de sua alma. Esse vazio somente pode ser preenchido, espiritualmente, com a presença do Senhor Jesus, através da fé em seu sacrifício, sabendo que sua morte revelou a maior de todas as verdades: O homem por si mesmo não pode encontrar salvação na própria sabedoria, muito menos ser um "deus" que possa discernir a profundidade de sua decadência moral e religiosa. Somente Cristo, através do Calvário, pode conduzir o homem à verdade! Através dessa revelação, o homem pode ser encaminhado para uma liberdade total e plenamente satisfatória diante de Deus. Isso só é possível pela fé! Em qualquer lugar que se busque a verdade vamos encontrar sua relativização, ou seja, meias verdades, ou então apenas mentiras. Fora de Cristo não há verdade pura. Há engodo e permissividade, sempre com o intuito de desagregar, mais e mais, o homem de seu Criador. Somente a verdade exemplificada na pessoa de Jesus pode satisfazer plenamente o anseio da alma humana. Em Cristo não encontramos somente a verdade, mas também a paz. Essa excede toda a compreensão humana, e isso é uma das verdades encontradas em Jesus Cristo. Afinal ele é o príncipe da paz!

Cristo O Caminho.

Quando Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida", ele estava se revelando como a única alternativa para se viver uma vida tranquila. Mas, também ele complementou, dizendo: "Ninguém vem ao Pai senão por mim".  Isso significa que não há atalhos para o céu. Não há contramão para seguir nesse caminho, se houver é sinal de queda espiritual e decadência moral. Pois a contramão implica em voltar atrás pela mesma via. Se isso ocorre é sinal de apostasia, pecado escondido, ou frieza espiritual. Todavia, Cristo, com seu sacrifício vicário, garantiu a salvação eterna. Cabe ao ser humano escolher o caminho a percorrer. Se a escolha for a Cristo, a vida espiritual tenderá a crescer com a perfeição do Filho de Deus. Jesus cumpriu os requisitos exigidos, tanto pelos homens, pelo inferno e, principalmente por Deus. Tanto que, quando agonizando, o Filho de Deus bradou, dizendo: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito"! Naquele momento sucumbiu, temporariamente, à morte, mas ao terceiro dia ressuscitou, e em glória subiu aos céus. Ele foi o sacrifício perfeito. Agora, por final, tornou-se verdadeiramente o caminho (único caminho) a ser seguido por aqueles que querem viver uma vida espiritual com Deus e eternamente. Cristo tornou-se um caminho disponível, divino e convidativo. Nele podemos dar nossos passos sem medo de tropeçar em alguma pedra (o pecado), pois suas veredas são aplainadas e são veredas de paz.


Conclusão.

Sabendo que Cristo é uma realidade eterna, e que no céu temos um futuro lar, é fato que ele é o único caminho a ser seguido. Se por ventura Cristo não for o caminho a ser seguido, cabalmente, cairemos no "abismo" e nas "trevas exteriores". Ali haverá "pranto e ranger de dentes" e "perdição eterna". Certamente ninguém quer morrer, espiritualmente, jazendo no pecado. Cristo é a única solução para se obter uma vida abundante. Nele essa vida é regada de novidade, poder, sucesso e vitórias. Àqueles que buscam a satisfação na sinceridade têm em Cristo a completude desse anseio. Podem satisfazer a ânsia pela verdade, aceitando-o como Senhor e Salvador, seguindo-o plenamente em renuncia de si próprio. Ele é o único caminho que oferece garantia de liberdade total, pois a sua verdade é escudo e broquel. Fora de Jesus Cristo não há verdade que satisfaça a alma humana, e sendo o único caminho para a vida eterna, ele pode garantir essa salvação. Ele foi perfeito e cumpriu os requisitos exigidos. Ele é o caminho disponível, divino e convidativo. Andar nesse caminho é não temer mal algum. A pessoa de Cristo na cruz revela o quanto o amor de Deus está derramado sobre a raça humana...

22/08/2013

"LOBO EM PELE DE CORDEIRO"


O Devorador de Almas

 

"O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma" (Erasmo de Rotterdam).

E pensar que somos caçados todos os dias, como cordeiros amedrontados, nesse "curral" chamado mundo...

Os lobos mudam a pele e se travestem de "cordeiro" buscando presas fáceis. Dados bíblicos ensinam que o diabo (lobo) se veste em pele de cordeiro para enganar, roubar, destruir...

Verdade! Claro, pois, entre a queda do homem, da condição inocente, até os dias de hoje o que vemos são duas espécies distintas coabitando no mesmo plano de existência. Os homens e o diabo. Porque?

Ora, ora, ora!! Não viu que ele, na tentação de Cristo, julgou-se dono deste mundo... Para ele, esse lugar é sua estepe onde suas matilhas atacam e dilaceram vidas inocentes (cordeiros) destruindo lares e homens. E pensar que isso poderia não ter acontecido se o homem não quisesse parecer Deus!!!

Infelizmente, hoje padecemos aquilo que, por milênios, Deus tem tentado evitar: a degradação humana no gênero moral, espiritual e social... Já não é só o diabo que se veste de "cordeiro", mantendo sua essência maligna de lobo, mas os homens assimilaram essa condição de maldade, quando entregues a si próprios e às suas paixões infames...

Sem pensar, no acordo proposto por Satanás, lá no Éden, o homem assinou sua sentença de morte. Talvez, sua inocente decisão de querer parecer-se com Deus, o tenha feito por descrédito nas ordenanças divinas...

O que sabemos é que, desde então, e já nos relatos evangelistas, "o mundo jaz (morto) no maligno", o que significa total perdição e sem a menor possibilidade de melhoras. A "fatura" dessa fusão político espiritual foi apresentada a Deus, como cobrança daquilo que, fora dito, não seria bom para ninguém...

Então, nas pradarias desse mundo tenebroso, Deus buscou um caçador de lobos para neutralizar seus ataques aos cordeiros... Olhando do céu não viu um justo sequer que preenchesse os requisitos para tamanha missão... Caçar, neutralizar e impedir os avanços "carnívoros" desse canino do inferno!!!

Então, como ironia divina, Deus envia seu Filho Amado... O cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, como sacrifício, para a salvação de todo aquele que nele crê... Como cordeiro (ovelha) mudo (a) foi parar no "abatedouro do capeta" e dos homens...

Agonizando até a morte, essa ovelha pagou a fatura (o caçador), e neutralizou os ataques do lobo devorador de almas. Jesus é o caçador e a ovelha ao mesmo tempo... Como caçador, busca as ovelhas perdidas resgatando-as das garras do lobo devorador; e como pastor as cura, sara suas feridas coloca em seus ombros e coloca no seu aprisco...

É... "O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma" (Erasmo de Rotterdam).

Pense bem sobre tudo isso e veja o quanto a humanidade precisa urgentemente de Cristo! É hora de tomar uma decisão, mudar de vida e dar uma chance para a alma antes que ela seja devorada de vez pelo lobo do inferno...

"Desfruta de verdadeiro lazer quem tem tempo para melhorar o estado de sua alma" (Henry David Thoreau)

08/08/2013

As Cartas do Apocalipse e as Sete Parábolas de Mateus 13



Introdução

Deus conhece as obras de todas as Igrejas. Algumas coisas ele aceita, outras reprova. As cartas se referem a cada Igreja ou crente que trabalham para Deus e, algumas coisas fazem de acordo com sua vontade, outras são erradas. As cartas representam “as coisas que são”, o tempo presente. Desde que João as escreveu até a sua vinda, cada crente precisa examinar a Palavra para agir como Deus aprova. Assim, discorremos sobre as cartas de Apocalipse, comparando-as às Sete Parábolas de Mateus 13.

Primeira Carta a Éfeso

A palavra Éfeso é traduzida por “Desejado”. Era uma cidade política e comercial da Ásia, na orla marítima do rio Caister. O porto era o mais importante. Por este motivo tinha contato com pessoas e culturas do mundo todo. Estava exposta às influências dos que viam de vários lugares. Nela havia cultos pagãos como, por exemplo, o culto a Artemis (At 19.24,40). Era instruída e estabelecida na doutrina bíblica. Paulo ensinou, ali, quase, três anos (At 19.10; 20.27,31). Éfeso corresponde à igreja no fim da Idade Apostólica.
O pastor estava nas mãos de Jesus que tem o poder sobre toda a igreja e é quem trabalha e opera no seu meio. Portanto, Deus aprova o trabalho, a ocupação, a ação moral, a paciência, o zelo, a doutrina, a disposição para sofrer, as atividades e a perseverança. Elogiado por suportar os sofrimentos e não aceitar os “maus” que é contra o “bem”. Colocou à prova os que se diziam apóstolos, e não eram, e que ensinavam mentiras premeditadas com o intuito de enganar pessoas na igreja, que viviam uma vida errada participando dos cultos pagãos (At 19.24-40). O Pastor cuidou para que não houvesse esse tipo de gente na igreja, pois, era sua obrigação.
Mas, por causa disso, arrumou um problema que ocasionou sua repreensão. A falta: “deixaste o teu primeiro amor”. O amor a Deus diminuiu. O esforço foi grande contra os falsos apóstolos e os partidos dentro da igreja, que brigavam pela sucessão apostólica ou a substituição de um para o outro, cresceu e tornou o problema. A preocupação foi tanta que não se lembrou do amor Ágape (At 2.41; 4.32).
A sentença é a retirada do castiçal, e significa perda da posição de metrópole religiosa. Seria, urgentemente, necessária uma mudança de mentalidade e comportamento. As atitudes deveriam se voltar ao primeiro amor, vencendo o mal e o egoísmo para alcançar a vida eterna.
Nossas igrejas têm muito menos coisas boas do que Éfeso. Imagine quanto nos falta para agradar a Deus? E nossa vida individual e espiritual?

A Primeira Parábola (Do Semeador)

Observe que se trata de “semear”, isto é, a “Parábola do Semeador”. A parábola nos mostra que a igreja de Éfeso era apostólica e, portanto, deveria se ocupar com a Palavra de Deus com amor, “o primeiro amor”. Mas, o cuidado com as obras deste mundo foi à falha, pois, a igreja deixou o primeiro amor que havia nos dias logo após o Pentecostes, ocasionando a frieza espiritual. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Ap 2.4,5). Uma igreja atípica quanto ao posicionamento diante do Senhor, tende a se tornar um local de encontros formais, sem a preocupação com o espiritual e a devoção a Deus. Sua frieza logo é notada nos ensinamentos do “dirigente”, pois, as mazelas desse mundo o tornam “frívolo” no trato e na dispensação da vontade de Deus. Torna-se um elemento mecânico e manipulável diante das circunstâncias que requerem sua atenção especial, como é o caso que envolve certos tipos de pecado na Igreja.

Segunda Carta a Smirna

O nome Smirna quer dizer “Mirra”. É a igreja do sofrimento. Estava estabelecida num período de grande perseguição; de heresias trazidas pelos nicolaítas, e pretensos guardadores da Lei de Moisés. Esse período culminou com grandes perseguições por parte do Império Romano. O não cumprimento dessa ordem resultava em morte certa. Era a igreja perseguida.  A história registra dez perseguições religiosas movidas pelo paganismo dominante. Os cristãos viviam sob a intensa pressão por não aderirem ao paganismo reinante na sociedade.  (No meio dos sofrimentos, Smirna ouve que há um Salvador Eterno [primeiro e último] (Sl 90.2; Hb 13.8); o qual soube sofrer [foi morto e reviveu]). Representou os anos 100 a 316 d. C. A partir de 316 D.C, o imperador Constantino aboliu as perseguições aos cristãos.
Jesus contemplava a tudo, pois, era “o primeiro e o último” e via o que se passava com seus servos e a conduta com a obra. O pastor passava por uma grande dificuldade devido à pressão dos romanos, e sofriam com isso. Os imperadores retiravam seus bens materiais para que, assim, aderissem aos cultos pagãos idólatras.
A igreja de Smirna era perseguida devido à conduta e exemplo de fidelidade ao Senhor. Passavam por estrema pobreza materiais, mas em sentido espiritual era rica. O Espírito Santo estava entre eles, ajudando-os (Tg 2.5). Um dos problemas, existente ali, era a “blasfêmia” porque queriam transtornar a fé com ensinamentos torcidos e orações demoníacas.  Sempre se reuniam para tentar destruir a igreja e levantar “sua grande sinagoga” (assembléia de homens).
Entretanto, era a sinagoga de Satanás, inimigo da raça humana. Sua função era destruir a fé do anjo da igreja em Smirna, só assim eles venceriam.
Deus não especifica as obras, mas a tribulação e a pobreza. Era rica para com Deus. A recomendação é: “Não temas”, mas prediz a tribulação de dez dias. São entendidas como as dez perseguições oficiais movidas pelos imperadores romanos. A exortação é: “Sê fiel até a morte...” O sentido não é até morrer de velho, mas até enfrentar a morte se for necessário. Significa encarar o “martírio”. Em Smirna Deus nada reprovou.
Esta igreja de Smirna revela seu grande sacrifício enfrentando os artifícios malignos, permanecendo fiel ao seu Senhor. É um exemplo que todas as igrejas deveriam seguir, ainda mais, no mundo como o de hoje, onde as pessoas são facilmente descartáveis quando externam suas opiniões doutrinárias. Falar a genuína Palavra de Deus é incorrer no martírio da morte espiritual e, às vezes, até física...

Segunda Parábola (Do trigo e do joio)

O joio é facilmente confundido com o trigo, porém suas propriedades são altamente venenosas, principalmente no contexto espiritual. É uma espécie de ervilha brava, com folhas pinuiladas e com flores papilionáceas de cor azul-purpurino ou vermelha, facilmente se distingue do trigo. É uma gramínea venenosa e quase se confunde com o trigo, enquanto ambas estão ainda novas, mas depois de crescidas, não se confundem mais (Mt 13.29,30).
Representa a igreja do tempo das dez perseguições imperiais. É a igreja que enfrenta os falsos obreiros, falsos profetas, falsos mestres, falsos irmãos, falsos pastores, falsas testemunhas e falsos cristos, etc. Ela enfrenta o tempo de amargura com os falsos judeus em seu meio.
Paulo, na carta aos Filipenses, incentiva os crentes a ficarem e se guardarem dos maus obreiros, e em Coríntios fala do que sofreu por causa deles (II Co 11.13; Fp 3.2). Confessa a Timóteo e cita o nome de Demas que o desamparou, e Alexandre o latoeiro que lhe causou muitos males. Paulo diz a Timóteo para se guardar deles, porque eram obstinados (II Tm 4. 10, 14, 15). Mas, “deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mt 13.30).
A modernidade é necessária dentro dos parâmetros essências, mas quando se trata da igreja de Cristo, é preciso muito cuidado! No “oportunismo” adjacente é percebido que os falsos obreiros, falsos mestres, falsos profetas, falsos irmãos, etc., são a crescente lavoura do inimigo que lança suas sementes malignas, transformando a “Seara” de Cristo, numa mescla de distorções partidárias e politiqueiras levando muitos a se confundirem espiritualmente. Os muitos questionamentos, quanto à primazia de Cristo no seu ambiente, são rechaçados como intromissão no alheio. Não é possível que um mero membro do “corpo glorioso” chamado igreja possa ter pessoas que questionem os “dogmas doutrinários”, principalmente se mencionarem a “Igreja Primitiva”, a qual é o padrão a ser seguido. É, muitos dentro da igreja carregam o estigma da mentira, o selo do diabo!

Terceira Carta a Pérgamo

Esta é a igreja mundana, e seu significado parece ser “elevado” ou “casamento”. Retrata a época em que a igreja viveu sob os auspícios imperiais, com a conversão de Constantino. Ela representa os anos 320-500 d. C., quando se deu a união da igreja com o Estado. Pérgamo era o centro intelectual de sua época por ser a “cidade que construiu um templo ao imperador de Roma”. Era progressiva, com um acervo bibliotecário com mais de “duzentos milhões” de volumes, perdia apenas para a biblioteca de Alexandria. Abrigava a famosa estátua de “Zeus”, o protetor da cidade, e isto a “orgulhava”.
Também era o centro de culto pagão e capital administrativa da província romana na Ásia. Multidões participavam dos eventos pagãos, realizados nos templos, e se regalavam com as iguarias oferecidas aos ídolos. O ponto mais alto das festas era a “promiscuidade” sexual. A igreja sofria fortes pressões para transgredir a Lei de Deus e aderir à adoração aos deuses romanos e gregos.
Era a cidade mais idólatra de toda a província da Ásia. Famosa por sua escola de medicina, onde “Esculápio”, o deus da saúde, era adorado por sua serpente enroscada num cetro.
Deus diz “eu sei onde habitas que é onde está o trono de Satanás”. Era difícil ser crente ali, mas aquela igreja manteve o nome de Deus, e não negou a fé (Ap. 2.13). Deus reprova a tolerância para os que seguiam a doutrina de Balaão. Este lançava tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. Ele queria ganhar o premio oferecido por Balaque e ao mesmo tempo agradar ao Senhor (Mt 6.24; Nm 31.15,16). Hoje o mal do “racionalismo” humano dentro da igreja é querer interpretar a Bíblia pela razão e a doutrina somente pelo raciocínio. A palavra “Balão” (hebraico) equivale a “Nicolau” (grego) o que era “obra dos nicolaítas tornou-se doutrina naquela igreja” (Ap 2.15).
O que ocorria em Pérgamo é que o pastor não tomava providência e deixava os ensinamentos fluírem na igreja e isso contaminava a todos. Significa que a igreja estava em união com as coisas corrompidas do mundo. Havia a tolerância para os seguidores dos nicolaítas. Deus aborrecia (Ap 2.15). A exortação é: “Arrepende-te”. Jesus viria a ele, por intermédio de uma guerra por sua vontade, e destruiria a ele e as pessoas contaminadas por tudo aquilo com “a espada da minha boca”.
As misturas acontecidas entre o sagrado e o profano permeiam as igrejas deste século. Um século conhecido como o “século das luzes”, fez com que se infiltrassem muitos nicolaítas no meio cristão. Dentre os falsos pastores estão aqueles que amam o prêmio de Balaque e, parafraseando o fato, estão vendendo falsas profecias a troco de “cachês” elevados, vendo um produto espiritualizado pela ressonância pagã, isto é, estão copiando os “jargões” repetitivos da “confissão positiva”. Podemos resumi-los como sendo profetas da mentira e do engano, verdadeiros seguidores de Balaão.

Terceira Parábola (Do grão de mostarda)

Pérgamo, a igreja, existiu no tempo de Constantino, por isso é comparada a Parábola do Grão de Mostarda. A representação que damos a esta analogia é que a igreja simples cresceu, porém, as aves imundas (as nações, o mundo, a carnalidade, etc.) fizeram seus ninhos na grande árvore em que se transformou a igreja.
A igreja da atualidade tornou-se muito moderna, e aderiu ao movimento eclesiástico de o “evangelho imediatista”. Muitas pregam a materialidade da benção divina, sendo no caso, o “ter” mais do que “ser”, e com isso agrupam multidões para ajuntarem bens materiais e auferirem-se o destaque de “chamados” e “abençoados” de Deus. Mas, e quanto ao restante das pessoas que compõem a estrutura da “sociedade ecumênica” que eles mesmos criaram. Onde está Deus nesse intuito de apresentá-lo apenas como um produto a ser comercializado pela “ganância” desses homens? Pense bem! A igreja não é um supermercado de “fast food”, ela o corpo de Cristo, e como tal se move conforme a Sua vontade. Certamente, o Balaão de hoje encontrará sua mula para evitar dano maior.

Quarta Carta a Tiatira

“Que sacrifica sempre”. Localizava-se na estrada, entre Pérgamo e Sardes.  Era a cidade de Lídia (At 16) e gabava-se dos seus artesãos, formando grandes associações comerciais. O poder dos artesãos era devido à habilidade que tinha em moldar belíssimas esculturas, e pelo fato de seus produtos monopolizarem o mercado. Suas obras eram usadas como ornamento na maioria dos Templos pagãos. O sucesso do artesão dependia da participação na associação que, para proteger a estabilidade financeira, exerciam forte pressão sobre os crentes, na tentativa de levá-los a idolatria e à vida cômoda. Ela representa a igreja entre os anos 500 a 1517 d. C., quando aconteceu a Reforma.
Jesus se identifica como a segunda pessoa da Trindade, indicando possuir os mesmos atributos naturais e morais de Deus. Ele é destacado em toda a Escritura, pois, sua vinda ao mundo foi para executar o plano da salvação. Seu nascimento foi sobrenatural e divinamente conduzido pelo Espírito Santo (Sl 2.7; Lc 1.35). Um dos atributos que Cristo possui é a Onisciência, e purifica todas as coisas e seus juízos são firmes e brilhantes.
A Onisciência do Senhor revela que ele estava vendo as obras, amor, serviço, fé e paciência. Viu que as últimas obras foram mais do que as primeiras (Ap 2.19). Jesus elogiou seu trabalho e ações. Mas, não era suficiente o esforço sendo que, esquecia as ovelhas, e aceitava ensinos absurdos na igreja. Havia uma coisa contra, pois, tolerava o ensino de Jezabel. Uma mulher que se dizia profetiza e ensinava uma teologia diabólica. Ela foi a mulher que, como rainha, oficializou o culto idólatra em Israel (I Rs 16.31; 21.25), que ensinava os crentes de Tiatira o engano da prostituição e da idolatria.
Alguns crentes não se contaminaram com seus ensinos e, por isso, foram exortados e receberam promessas porque retiveram a Palavra de Deus. O restante estava totalmente reprovado (Ap 2.24,26).

Quarta Parábola (Do fermento)

No período que compreende o ano 60 a 1517, a igreja sofreu reveses e modificações. Algumas apostataram da fé genuína, seguindo ensinos meretrícios, adulterando e mutilando a Palavra de Deus. Acrescentaram inverdades, levando muitos crentes a perderem sua identidade cristã.
Nesse período nota-se a ascensão do clero romano que, com seus dogmas católicos, tornou-se a figura de Jezabel. Roma passa a dominar a crença de muitos com inovações dogmáticas, introduzindo o culto as imagens, a hóstia, o purgatório, o celibato, entre outras heresias antibíblicas... O catolicismo e outras religiões são um tipo de Jezabel, a meretriz, a mulher que colocou fermento na massa do cristianismo.

Quinta Carta a Sardes

“Os que escapam”. “Remanescente”.  Foi a primeira cidade dessa região a receber o evangelho, e a primeira a desviar-se da fé, e uma das primeiras a cair em ruínas. Como período da igreja, Sardes, corresponde ao período da Reforma que produziu o protestantismo com suas ramificações (1600 d.C.(1.600 d.C.).
A principal cidade da Lídia, situada num o vale de rochedos íngremes, quase intransponíveis. Ficava entre os cruzamentos das estradas imperiais que ligavam Éfeso, Pérgamo e Smirna com o interior da Ásia Menor. Podia ser avistado, a uma distancia de 10 quilômetros, seu famoso cemitério em toda região. Sardes era famosa e próspera por suas indústrias de tingimento de tecidos e lã; e, por sua arte e artesanato. Um riacho, o Pactalo, a cortava de ponta a ponta, e era uma fonte natural de ouro. Por isso, Sardes, tornou-se a primeira cidade a cunhar sua própria moeda de ouro e prata. Sua prosperidade a tronou um epíteto (apelido) para sua opulência (magnificência).
Embora Sardes fosse uma cidade bem protegida contra invasões, por suas cercas foi conquistada em 546 a. C., por exércitos que escalaram os rochedos. Da mesma forma ocorreu sua queda em 214 a. C. A cidade não aprendeu a ser vigilante com a experiência passada. Por isso, talvez, ela adquiriu a representação de igreja morta, compreendida no período de 1517 a 1750 d. C. Nesse tempo teve inicio a intensa fase contemporânea de evangelização e missões.
Jesus, com sua introdução, revela autoridade sobre os anjos no céu e sobre os pastores nesta terra. Sua Onisciência, novamente, se caracteriza pelas palavras que pronuncia: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. O anjo da igreja ostentava apenas a aparência espiritual, mas seu interior estava corrompido. Havia deixado as coisas espirituais e se preocupou apenas comas coisas terrenas. Esse é o grande perigo! Anjos falam de luz e as estrelas também, porém, o pastor já não tinha mais essa luz...
Em Sardes havia obras, parecia viva, mas para Deus era morta. A exortação é: “Arrepende-te”. Muitos crentes hoje têm obras que Deus reprova. Só uns poucos em Sardes eram fiéis. Esses seriam recebidos pelo Senhor, “os que escaparam”, “o remanescente”. Estes o Senhor “confirma”, tornando cientes, as ovelhas que escaparam da corrupção.

Quinta Parábola (Do tesouro escondido)

A igreja de Sardes existiu no Tempo da Reforma e pouco depois. Talvez, pelas palavras: “Tens nome de que vives e está morto”, ela representa a “Parábola do tesouro escondido”. Muitos saíram da Igreja Romana, aceitaram alguma coisa do Evangelho, mas não se converteram e estragaram a obra dos reformadores. 
Os reformadores foram a pérola que alavancou o cristianismo com seus remanescentes, entre os quais, muitos se tronaram mártires da perseguição religiosa promovida pelo clero religioso da Igreja Romana. Aqui lembramos a “noite de São Bartolomeu”, onde milhares de crentes protestantes morreram, simplesmente, porque não aceitaram as heresias facilitadas da grande Babilônia Religiosa que se erguia neste tempo... Os reformadores foram um tipo de tesouro escondido, que Deus revelou ao mundo no tempo certo, assim como tem guardado para si o remanescente de Israel e dos gentios, um tesouro muito grande e precioso...

A Sexta Carta a Filadélfia

Seu significado é “Amor aos Irmãos” ou “Amor Fraternal”. A cidade ficava a 45 quilômetros de Sardes. Antes se chamava “Alesehir”, um porto muito importante da Turquia. Era uma área de plantação de videiras e produção de vinho. Era o centro do culto a Dionísio, deus do vinho e da fertilidade. Festivais religiosos e jogos faziam parte integral da cultura dessa região. Tinha uma posição privilegiada, pois, ficava sobre uma colina ampla e baixa, fácil de defender-se. Apesar disso, estava sujeita a muitas calamidades naturais. Uma dessas calamidades foi o grande terremoto de 17 d.C., que a destruiu completamente.
Ela é a igreja avivada e missionária. Representa a igreja cristã na sua fase avivada a partir de 1750. A luz da verdade brilha, convidando as almas sequiosas e oprimidas a aceitá-las e a se deixarem guiar por ela (Jo 14.6 cf. Mt 11.28-30). Enquanto “as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.18) se referem à vitória de Cristo sobre a própria morte e o mundo invisível, “a chave de Davi”, refere-se ao seu direito como Senhor e cabeça da casa de Davi (Is 22.22), evidenciando o seu reinado na terra (Dn 7.13,14,21,22,26,27; I Cr 171.12-14; Ap 11.15).
A despeito dos avivamentos sucessivos verificados em fins dos séculos XIII e XIX, época que corresponde ao período de Filadélfia, o Espírito Santo, com toda a sua força e liberdade de ação, têm operado na igreja de um modo maravilhoso. Tem sido até hoje um “porta aberta”, que se evidencia pelas conversões das massas, pelos de milagres e operações de maravilhas, resultantes do Espírito Santo que está derramado sobre a igreja (Pv 1.23; Is 44.3; Jl 2.28,29; At 2.17,18,33).
A igreja fiel não sofrerá a Grande Tribulação, sendo arrebatada antes (cf. I Co 10.13; I Ts 1.10; I Pe 2.9). A Grande Tribulação é um tempo de angústia para Jacó e dia de vingança e de indignação e angústia como nunca houve na face da terra. Aos que preferirem sua morada na terra, e nela tiveram seu tesouro, a eles está destinada a Grande Tribulação que é o Dia da Vingança do Deus Todo poderoso contra os homens ímpios.
Aqui está a promessa aos vencedores de serem “colunas”, isto é, as pessoas responsáveis em sustentar a responsabilidade com a Palavra e obra do Senhor, permanecendo em cargos exercendo a obra e testificando sobre o poder de Deus, a paz eterna, e o maior e único Salvador.
Como em todas as cartas, aqui o Espírito Santo convoca-os para se libertarem dos perigos e pecado dessa vida. Ele está preocupado com os que não se contaminaram, e os exortava a entender e ajudar os outros para pudessem alcançar a transformação espiritual, no corpo e na mente.

Sexta Parábola (Da pérola)

O movimento missionário que marchou para evangelizar países distantes, atingindo a China, a Índia, a África, a América do Sul e o Japão, representa a preciosidade da Palavra de Deus tipificando a pérola, um tesouro inestimável para o seu possuidor. A igreja em Filadélfia simboliza a Parábola da pérola. O corpo de Cristo, os salvos tirados do mundo para estarem com ele.

Sétima Carta a Laodicéia
Era chamada Theópolis, cidade de Zeus; foi melhorada e ampliada por Antíoco II, que lhe pôs o nome de “Laodicéia”, em honra de sua mulher Laodice. Era uma cidade sobre o rio Lice. Parece que Paulo se esforçou para introduzir o evangelho em Laodicéia, para onde escreveu uma carta, acerca da qual se refere em Cl 4.16. A cidade foi destruída por um terremoto em 62 d. C., e reconstruída pelo próprio povo. O nome compõe-se de duas palavras que juntas significam “julgamento pelo povo” ou “direitos do povo”. É o retrato exato de uma igreja que se envaidece. Corresponde ao período final da apostasia.
Era a principal cidade da província da Frígia, e por estar numa rota comercial importante para o mundo de então, possuía vários e grandiosos bancos. Era, também, conhecida pela indústria têxtil que confeccionava belos tecidos para fabricação de roupas. Possuía também sua escola de medicina, onde produzia um ungüento para os olhos.
Tinha necessidade de água, um recurso vital para a vida. A água recebida era canalizada de fontes térmicas distantes, ao Sul, e chegava morna, após passar pelos canos lentos de pedras. Representa a igreja morna dos dias finais e a opinião do povo substituiu a Palavra de Deus.
Ao dirigir-se às igrejas, Cristo apresenta-se a cada uma no caráter mais adequado à condição da igreja local, que corresponde aos sete diferentes períodos da igreja na terra. Para Laodicéia Jesus é “o Amém de Deus”. Ele é o “Assim Seja”. Amém significa o fim; significa aprovação; significa a prova triunfante; significa a promessa imutável; significa o selo de Deus. A confirmação final é afirmativa: “Porque todas quantas promessas há em Deus, é nele amém” (II Co 1.2).
Laodicéia tinha se afastado do que é real e verdadeiro. O seu estado era completamente desagradável ao Senhor, por causa do seu espírito e conformismo. “Nem frio nem quente”. Tinha apenas um pouco de frio e de quente. Tal coração dividido, tal vida indiferente, produz cegueira espiritual na qual o homem sente-e satisfeito com a sua condição, mas torna-se insensível ao apelo e à admoestação. É a vida vivida apregoando uma condição espiritual altamente privilegiada, mas mantendo-se ainda ligada ao mundo, com todas as participações.
Destes dois estados, origina-se um terceiro: “morno”. É a condição moderna das igrejas atuais: “Não faz mal!” é sempre a expressão ouvida dos lábios de muitos “crentes” modernos. Dizem outros: “Vocês são antiquados e querem ser santos demais: Isto é fanatismo!” – respondem outros que sempre são censurados. O Senhor não se deixa levar de respeitos humanos (Dt 10.17; At 10.34; Rm 2.11; I Pe 1.17). [As obras de Laodicéia provavam o que ela era: “morna e indigna”.] A igreja conformada, que quer somente agradar à vista, que fica sempre em meio termo, representa os últimos tempos de frieza, de decadência espiritual (Mt 24.12). Quantos membros nominais de igrejas estão nas mesmas condições?
Por isso, o “morno” é repugnante e o Senhor não o tolera. A sentença é: “Porque és morno, vomitar-te-ei da minha boca”. É o mesmo que dizer: “Tu me tens repugnado, por isso lançar-te-ei fora como vômito”. Isto simboliza um duro juízo. Disse Jesus: “Oxalá foras frio ou quente (melhor te seria do que seres morno compenetrado)”; resta apenas juízo para esse.
Laodicéia considerava-se tão rica, que o Senhor não fala a ela em dar, mas a exorta a comprar. O que ela possui é falso (cf. Mt 6.19-24; Tg 5.1-3). O Senhor lhe oferece “ouro provado no fogo” (Pv 3.14). Mas, como os pobres podem comprar ouro? Justamente como podem comprar de Cristo vinho e leite, sem dinheiro e sem preço! (Is 55.1 cf. Mt 13.44; 25.9). É exortada, também, a comprar vestidos brancos para se vestir, significando que deve vestir-se da pureza e praticar a justiça de Deus na terra. O linho fino são as justiças dos santos (Ap 19.8 cf. II Co 5.1-3). Andar despido na presença do Senhor é não estar preparado para encontrá-lo no arrebatamento da igreja.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Em todas as cartas, há esta advertência. Realmente, o Espírito Santo está continuando a sua obra na igreja (Jo 14.26), avisando e mostrando claramente a aproximação do fim (cf. Ap 22.17).
Como vimos: o estado da igreja, figurado em cada uma das últimas quatro cartas, continua até a vinda do Senhor. O atual DIA DA GRAÇA está prestes a terminar. A dispensação cristã se aproxima do fim. Gozos e alegrias perenes aguardam o cristão fiel. Cumprir-se-á a promessa do nosso bendito e amada Salvador: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.3).

Sétima Parábola (Da rede)

Esta parábola dá representação à igreja dos últimos dias desta era. Implicando com isso, todos os juízos de Deus. O principal deles nesta última carta é: “Vomitar-te-ei da minha boca”.

"UM DEUS TRÊS VEZES SANTO"



Introdução.

Não há "Deus" maior do que este que fez céus e terra com o poder de sua Palavra. Suas prerrogativas excedem a compreensão humana e, somente pela fé, podemos aceitá-lo e entender os seus desígnios. E, um de seus atributos imutáveis é a sua santidade! A santidade ao Senhor é algo que devemos praticar e vivê-la cada dia! Não é algo impossível de se alcançar, pois, ele próprio a viveu em sua vida terrena através do Filho encarnado. Dentro desse parâmetro, e na abrangência de sua plenitude, ele não chama mais aos seus discípulos de "servos", mas de amigos, porque o servo não sabe o que o seu Senhor faz, mas os amigos sim. "Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer" (Jo 15.15). Com essas palavras Jesus aproxima mais seus discípulos de si mesmo. Agora, explanando o mais alto conceito de intimidade para com aqueles que o seguem e, firmam com ele, um comprometimento e responsabilidade para com a santificação ou santidade. As palavras de João 15.15 denotam que a santidade do Senhor é mais elevada que o próprio céu. Portanto, as prerrogativas divinas pertinente ao "Deus Três Vezes Santo" é corroborada nas Epístolas Apostólicas, com forte ênfase na Carta de Pedro que diz muito sobre a santidade: "Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pd 1.13-16). Esta é uma ordenança doutrinária para todos aqueles que desejam ter uma vida consagrada diante de Deus e dos homens. Portanto, a esse Deus "tri-unicamente" Santo devemos a reverência e a guarda de nossos pés quando entrarmos em sua presença... Não o podemos fazer e qualquer maneira, se assim for, Ele jamais poderá receber o nosso culto, pois, o altar precisa estar preparado e, nesse caso, a nossa alma.


Mais Santo Que o Céu.

Nem todo o séquito celestial poderá ofuscar a Soberania e Santidade do Senhor, pois ele é sem princípio e sem fim. Ele é o Alfa e o ômega, conforme podemos observar no Livro do Apocalipse. Dessa forma, o que se observa é que, na sua amplitude sobrenatural, não há outra coisa a fazer senão pensar em sua pessoa como único Criador de todas as coisas que vieram à existência. Não adianta querermos nos achegar a Ele sem a devida santificação de nossas vidas, pois, sendo "três vezes" Santo, é no mínimo, necessário a nossa santificação também. Na carta escrita aos Hebreus há um versículo que podemos transcrevê-lo como sendo a premissa na vida do cristão, e diz: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual (santificação) ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14). O mundo oferece o há de melhor, no intuito de ofuscar a consciência humana, a fim de que cada um siga seus próprios princípios religiosos. Todavia, se não houver uma verdadeira conversão, através de Jesus Cristo, de nada adiantará professar qualquer dogma religioso, pois o mundo tem a sua própria religião. Esta, está fundamentada na "relativização da verdade", ou seja, tudo que é transmitido em termos de moral, ética e religião tem como "cerne" principal o próprio homem, suas verdades são baseadas na "primícia satânica" que evoca a soberania humana e, diabolicamente, diz: "Sicut erat dei", que quer dizer: "Sereis como Deus". Ora, se Deus é trinamente Santo, como os seres humanos poderão usurpar dessa prerrogativa divina? Somente Deus é eterno e sua justiça corrobora sua santidade, pois ela opera quando sua santidade é ofendida (afrontada). Jamais poderá ser posta em cheque, pois, trata-se de um Deus "Onipotente, Onisciente e Onipresente", e essa prerrogativa nem, o diabo e muito menos o homem poderá ter. Portanto, Deus é Santo e devemos ser santos como ele o é.

O Caráter, A Palavra e as Obras.

Quanto ao caráter de Deus, o que podemos dizer, em termos de personalidade distinta, é que ele se revela através dos atributos divinos. Atributo é a característica essencial de um ser que lhe é próprio. Os atributos de Deus são singulares e perfeitos. Sé Ele os tem de modo absoluto. Sendo assim, aquele que se revela santo requer que seus seguidores também o sejam, pois, a santidade é parte do caráter de Deus. Há quem questione sua existência, justamente, por não querer a santificação em suas vidas, mas Deus é santo e continuará sendo por toda a eternidade. Quanto ás palavras de Deus, notadamente, as reconhecemos através do "Verbo", ou seja seu "Filho Unigênito". Desde o princípio, por sua santidade e atributos divinos, percebemos que Deus está presente em meio à sua criação, principalmente entre os seres humanos, até porque fomos formados à sua "imagem e semelhança", daí que, a natureza humana, embora decaída por causa do pecado, tem as características de Deus. Como? Os homens (raça humana) foram criados para se distinguirem dos outros animais, pois, entre suas palavras de ordenanças, temos a narrativa da criação do homem em conformidade com o próprio Criador. Ele disse, antes de tudo, "Haja luz", e houve luz... Essa é uma das palavras de ordem suprema, e somente Deus a poderia pronunciar, porquanto entre seus muitos atributos divinos está a característica de ter em si mesmo a "fonte de vida". Dessa forma, é entendido que, dentro das características soberanas e divinas, Deus se revela, através das palavras, à criatura que formou à sua "imagem e semelhança". Então, por mais que escolhamos caminhos, sob nossos próprios passos, teremos, em qualquer lugar a presença de Deus, pois, ele não é limitado ao espaço e ao tempo... Ele é Onipresente! Além disso, outro atributo pertinente ao caráter de Deus é a moral que, por sinal, faz parte da formação humana! Se escolhemos ser imorais, em todos os sentidos, certamente a santidade de Deus será ofendida daí a operação de sua justiça. Deus é santo e não pode suportar a pecado que cheira mal em suas narinas. Outra coisa coisa que podemos observar amplamente no caráter de Deus são as suas obras e, para tanto, basta uma leitura sistemática no Livro de Jó! Esse livro, que tem uma narrativa muito interessante, acharemos personagens que estão, intrinsecamente, ligados à trajetória humana com seus questionamentos acerca do próprio Deus. Jó era "um homem sincero, reto e temente a Deus; e fugia do mal" (Jó 1.1), mas aprouve a Deus prová-lo, permitindo que sofresse com com investida do diabo que lhe causou danos morais e físicos... Em determinada altura do sofrimento aparecem os amigos para o confortar, mas de nada adianta, Jó continua com sua convicção acerca de Deus! Então, a partir do capítulo 38 do mesmo livro, Deus passa a responder aos questionamentos de Jó, inquirindo-o sobre a razão humana. Deus manda que ele cinja os lombos (cingir é uma forma de vestir-se diante de alguém ilustre; também pode ser visto como uma forma de santificação, pois, Deus é santo) e passa a fazer uma série de perguntas. Todas as perguntas feitas a Jó revelam as obras criadoras de Deus! Coisa linda! O livro de Jó, devidamente compreendido, revelam todas as característica de Deus, tanto como autor e consumador da vida em si mesmo, como também revelador de segredos que ao homem natural é desconhecido, sobretudo, os questionamentos acerca da própria existência de Deus. Portanto, Deus tem caráter santo, usa as palavras para se revelar aos homens e executa com maestria as suas obras. Deus está no controle de todas as coisas.

Pecado, Castigo e Suas Obras Justas.

Para um Deus "três vezes santo" é impossível a adaptação de seu caráter imutável em favor da humanidade decaída. Se nele houver tal adaptação, como o querem alguns estudiosos e livres pensadores, adeptos da liberdade religiosa, no sentido de achar que não haverá justo juízo para os incautos, Deus então não seria, infinitamente, quem ele é. Seria apenas uma marionete a executar favores egocêntricos e meramente antropológico. Os homens, certamente, controlariam os rumos de sua própria história. Mas, não é isso que acontece, pois, quando a santidade de Deus é ofendida, por causa do pecado (e aqui enfatizamos o significado de "errar o alvo", teologicamente falando, em todos os sentidos), automaticamente é acionado a sua justiça e, como consequência, é perpetrado o castigo cabível por tal atitude. O amor de Deus está em pleno acordo com a retidão e a justiça das exigências de castigo para o pecador. Esse é um assunto que muitos não querem ouvir falar, porque expõe a baixeza moral e espiritual, pois, é mais fácil inventar um nova religião do que se submeter à santidade exigida pelo Senhor... Entretanto, no seu íntimo amor (Ef 2.4), Deus pagou o maior preço que jamais foi pago (1 Co 6.20), dando seu próprio Filho para ser o sacrifício e resgate dos homens e da sua culpa. Daí, alguém pode falar que estamos vivendo o "tempo da Graça" através de Jesus Cristo, mas, não se iluda, pois a revelação e interpretação de "Graça" é, justamente, o carrasco psicológico na vida de muita gente! Achar que Deus quer apenas o coração é o mesmo que mutilar o ser humano, inculcando na mente que as obras praticadas "lascivamente" não sofrerão seus danos... Ora, se a santidade de Deus corrobora que devemos ser tal como ele é, porque ensinar que Deus se limita a querer apenas o coração? Isso não passa de ideologia humana, e tem como base fortalecer as heresias no meio do povo de Deus... Lembram-se da frase "Sicut erat dei"? Pois é, são ensinamentos assim que levam o povo a pecar e a sofrer o castigo justo do Deus santo e verdadeiro! O Senhor odeia o pecado, seja ele qual for! Ele castiga o pecado e o praticante sofre o seu dano, pois, "aquilo que o homem semear, ele colherá". Outra coisa importante é que, nas Sagradas Escrituras, não é mencionado nenhum outro caminho que possa levar a Deus, nem pelas obras e, muito menos, por méritos humanos. As obras não salvam e nem podem santificar a vida de quem quer que seja. Apenas "o sangue de Jesus purifica o homem de seus pecados"! Resta saber que Jesus foi tentado em tudo como homem, mas nele não houve pecado. Assim, é fácil entender o porque a santidade de Deus deve corroborar a nossa vida em toda a sua extensão. "Sede santos porque eu Sou Santo" (1 Pd 1.16b), esta é a atitude mais plausível adotada por quem denomina-se cristão. Ser santo, ou buscar a santificação requer exercício de fé e altruísmo por parte dos crentes e, com a ajuda do Espírito Santo, a vida terá um reflexo positivo sobre os especuladores acerca de Deus, revelando-o como Ele é...

Coração, Palavras e Atitudes do Cristão.

As injustiças praticadas pelos homens, ainda que busquem justificavas, não podem operar a justiça de Deus. Os que tais coisas praticam ferem a "semelhança de Deus"  em si mesmo porque, ainda que se achem justos serão, permanentemente, pecadores por causa da natureza decaída. Somente Cristo pode perdoar os pecados e purificá-los através do seu sacrifício na cruz do Calvário. No coração do homem estão seus sentimentos e seus pensamentos são de maldade, pois, entre as circunstâncias humanas e os atributos de Deus existe um abismo que só pode ser transpostos pela conversão. Isso significa que todo o homem deve refletir sobre sua própria condição efêmera diante do Criador, julgando-se impenitente, até que tenha voltado nos próprios passos e experimentado a "genuína conversão"! Vale dizer que, todos devem revisar suas atitudes enquanto cristãos e servidores da causa de Cristo, formando assim, a sua igreja. O coração não deve abrigar qualquer sentimento faccioso, pois, dele "procedem as saídas da vida". Se nele houver qualquer distúrbio arruinante como: ciúmes, invejas, porfias, ódio, e outros sentimentos decrépitos, jamais o homem poderá encontrar a santificação em sua vida. Convergir é voltar pelo caminho que veio e, voltando pelo mesmo caminho, o homem poderá ajuntar seus próprios pedaços e consertar-se diante de Deus. Cristo é o restaurador de "vidas quebradas pelo pecada", somente ele tem o poder de oferecer a "Graça" pela salvação proporcionada no sacrifício da cruz. As palavras são outra ferramenta que, mau utilizada, podem abrir um calabouço sem fundo e trancafiar a alma na mais perpétua escuridão. Assim, é salutar observar o que está escrito na Bíblia Sagrada, que diz: "Seja o vosso falar sim, sim; não, não o que passar disso é procedência maligna". Enfim, coração, palavras e atitudes, requerem um controle espiritual que somente Deus, por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pode oferecer. 

Conclusão.

Para um Deus "três vezes santo" não difícil alcançar a execução de seus planos através da história humana, pois, ele mesmo na pessoa do Filho desceu dos céus e andou sobre a terra. Viveu como homem, morreu como homem, mas ressuscitou com Deus-Filho e assentou à direita do Deus-Pai! Em sua santidade o próprio Deus falou acerca de Jesus, dizendo: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.17). Jesus foi um exemplo de homem cristão no seu tempo, mas também foi um exemplo de santidade. Fez tudo o o Pai lhe ordenara, mesmo quando estava perto de morrer, não sucumbiu por causa da angústia em sua alma. Foi ao matadouro como ovelha muda, não abriu sua boca, não justificou-se a si mesmo, apenas foi levado para o suplício da cruz, onde clamou com grande voz: "ESTÁ CONSUMADO". Portanto, amados em Cristo, sejamos santos porque Deus é santo. Amém! 

Que as benção de Deus, a alegria do Espírito Santo, e a salvação em Cristo Jesus possam inundar a vida de todos aqueles que desejam "viver piamente o Evangelho de Cristo".


Fontes:

BERGSTÉN, EURICO, 1913 - A Santa Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Rio de Janeiro, CPAD, 1989;
TEOLOGIA SISTEMÁTICA. Stanley M. Horton; 1ª. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.
A BÍBLIA SAGRADA. Trad. em Português por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Ed. 1995. São Paulo: SBB, 1995  
DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2013. Disponível em: 
http://www.priberam.pt/dlpo/ Acesso em: 08 ago. 2013. 

09/07/2013

As Aflições De Cristo

“II Timóteo 2.3”

Introdução.

Obreiros são separados sem o devido treinamento para combater as heresias que solapam a Igreja de Cristo. Na visão panorâmica detectamos falta de patriotismo para com o Reino Celestial, onde Cristo foi preparar lugar. Enquanto isso deixou soldados na terra para continuar a guerra contra as hostes do mal. Mas, formadores de combatentes estão falhando na missão de gerar soldados valentes e valorosos para o confronto. Talvez, esqueceram que a luta não é contra a carne e o sangue, mas contra “os principados e potestades” nas regiões celestiais. As exortações dos apóstolos não significam nada nesses tempos hodiernos. São cartas rotas e amareladas pelo tempo e, hoje, se a mensagem for exortativa vira escândalo para muitos membros e lideranças. Se apertar um pouco mais se torna um bombardeio contra a cidadania chamada antropocentrismo...

  • “Política da Boa Vizinhança”.
Nada que fira a dignidade humana pode fazer parte do armamento espiritual do crente. A diplomacia humanista “reza” a tolerância das invasões heréticas pela “política da boa vizinhança”.

  • Disciplina e Obediência.
Se observarmos a conduta de um soldado em combate, perceberemos que é tudo ou nada! Então, porque na esfera espiritual a diferença é exacerbada? Paulo, antevendo as artimanhas do inimigo do Reino Celestial, alertou a Timóteo para que fosse um bom soldado de Cristo. E, porque isto? Porque, assim como o soldado alistado nas forças armadas da nação, se rende em total obediência aos superiores acatando ordens, os crentes como soldados de Cristo devem fazer o mesmo.

  • Transformando-se em Soldados.

“Senhor dos Exércitos” é uma prerrogativa de Jesus. E, no Velho Testamento vemos homens de Israel, pelas promessas de Deus, se transformando em verdadeiros soldados para a guerra. Essa guerra era literal, de reino contra reino, como hoje o é entre as nações. Por exemplo: Estados Unidos contra Iraque, Afeganistão, etc. São guerras travadas em nome da paz que jamais será conquistada pelas armas, pois, com dito antes, a luta não é contra carne e sangue, mas contra as hostes da maldade.

  • Getsêmani, a Maior de Todas as Batalhas.
As aflições de Cristo mostram como ele sofreu por amor das almas. A passagem do Getsêmani revela a maior de todas as batalhas já vista na esfera espiritual. O Senhor dos exércitos agonizou diante da situação de morte por amor dos soldados que se alistaram após sua ressurreição, e pela humanidade em geral.

  • O Reino de Cristo Não é Deste Mundo.
Jesus participa dos sofrimentos e implica no treinamento obtido quando se preparava para morrer. Porém a luta não foi contra a carne nem contra o sangue, mas contra o Diabo e seus demônios. Lembram-se do que ele disse a Pilatos? “O meu reino não é deste mundo”. Ora, se o reino de Cristo não é desse mundo, e nós convertidos, então, alistados nas milícias celestiais devemos defender as doutrinas do Reino Celestial. Jesus é o capitão que ordena estratégias para o “bom combate”, através do Espírito Santo.

  • As Aflições do Bom Soldado.
Quando Paulo exorta Timóteo, a sofrer com ele as aflições como bom soldado de Cristo, está dizendo que as trincheiras de contenção devem ser erguidas contra o inimigo. As trincheiras são os cuidados para que os “negócios dessa vida” não tragam embaraços, tanto para ele próprio como para seus ouvintes. O alistamento é condicional, pois, requer que soldado de Cristo compreenda a missão a realizar em nome do Comandante. Portanto, não podia militar fraudulentamente para perder a guerra. Além disso, a fuga dos embaraços desta vida é prerrogativa do soldado, que faz de tudo  para agradar seu alistador.

  • Não Descuidar do “Front”.

“... fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”, é outra prerrogativa do soldado no Reino Celestial. A força vem do poder de Deus e é pela graça. A graça e uma das armas de que o soldado dispõe. Com ela as trincheiras do inimigo são destruídas, e outros novos soldados se alistam na milícia espiritual de Deus. Entre os combates existentes na guerra, destacamos, por exemplo: “Tapar as brechas”. Quando o soldado está na batalha não pode descuidar do “front”, pois qualquer baixa nessa linha é uma brecha que o inimigo encontra para invadir. Por isso, é necessária uma retaguarda que refaça a defesa ocasionada pela baixa (morte) do combatente.

  • A “Armadura de Deus”.

Dessa forma, as heresias são armas utilizadas pelo inimigo para derrubar o “front” de Deus, e devem ser combatidas à custa de oração, jejum e vigilância. Assim a derrota não cai sobre os soldados de Deus. Toda a “armadura de Deus” deve ser utilizada com esmero para não sucumbir ao ataque mortal do Diabo. A preparação do soldado é prioridade na esfera espiritual para que exerça táticas do Espírito Santo, vencendo as hostes infernais.

Conclusão.


Enfim, como soldado de Cristo, o estandarte precisa ter o nome de Cristo e a marca do seu sangue. A apologia deve ser: Cristo salva, cura as enfermidades, batiza no Espírito Santo e leva para o Céu.